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Educar para transformar

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Como professora que sou, acredito que ser “suspeita” para descrever o grande papel da educação na mudança de paradigmas e perspectivas de pessoas, comunidades e de um país. Entretanto, tenho uma vivência que transcende a sala de aula, um testemunho pessoal do que a instrução pode trazer de positivo para a formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres sociais.

Ainda criança, pude buscar nos conselhos de meus pais a construção do conceito da educação para a vida, principalmente a partir de uma fala comumente expressa por eles: “Filha, as pessoas podem tirar tudo de você, menos o conhecimento que adquiriu, portanto, estude!”. Então, o que fiz foi isso. Como poderia mudar a minha realidade?

Através dos livros, que me abriram outros caminhos e permitam novos sonhos. Olhando para trás, percebo hoje que dada as limitadas condições sociais em que vivia, hoje sou vitoriosa. Terminei o ensino médio, fiz um curso técnico, conclui uma graduação e uma pós. Atualmente, estou na minha segunda graduação e pós-graduação.

Ao assistir “Vida Maria”, de Márcio Ramos, vejo que o ciclo das “Marias” em minha família foi quebrado. Tenho tias que não sabem escrever e ler, porém, em minha casa, meu pai nos criou privilegiando a educação, algo que na infância ele quase não teve e fui buscar depois de adulto, no supletivo. Hoje, ele está cursando a graduação, minha mãe encontra-se na Educação de Jovens e Adultos, cursando a 6ª série, e minha irmã terminou uma graduação, faz o segundo curso superior e uma especialização.

A experiência de vida me faz acreditar na educação e no futuro dessas “Marias”, que têm o direito de estudar, transpor realidades e contribuir ativamente para uma sociedade mais justa e com equidade.

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A EaD para o ensino superior: essa é minha opção


Posso dizer que atualmente eu vivo e participo da educação a distância de diversos ângulos. Sou aluna de dois cursos EaD: Licenciatura em Letras pela UnB – Universidade de Brasília e Aperfeiçoamento em Direitos Humanos pela UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto. Sou secretária do Polo UAB de nossa cidade e também tutora presencial em um curso de graduação (Ufa!).

Conheço e lido com a EaD em três facetas distintas, posso dizer que estou no início, no meio e no fim da linha de atores que norteiam essa modalidade de ensino. Porém, até dois anos atrás, tinha pouquíssimo entendimento do que realmente consistia a aprendizagem mediada pelas TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). Sequer imaginava um dia fazer parte desse grupo de pessoas que se comunicam, ensinam e aprendem através de microcomputadores.

Porém, assim que comecei a desempenhar minhas atividades no Polo de Apoio Presencial constantei que a educação a distância é uma modalidade educacional a cada dia mais abrangente e portanto, um meio acadêmico com tendência irreversível.

Pessoas de todas as idades, áreas de atuação profissional e gostos estão fazendo hoje da EaD uma possibilidade de ensino com qualidade, gratuito (no caso das universidades federais que oferecem cursos através do Programa Universidade Aberta do Brasil – UAB) e o melhor: com flexibilidade dos estudos.

Particularmente, se tivesse hoje que ingressar em um curso de graduação não teria a menor disponibilidade para enfrentar outra modalidade de ensino presencial, (Letras é minha segunda graduação, sou formada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda) pois trabalho em dois horários, estou na fase de conclusão da minha pós graduação MBA em Gestão Empresarial e ainda “ataco” de dona de casa nos momentos menos tumultuados da minha vida.

Estou amando o curso de Letras e sei que essa foi uma grande oportunidade que vislumbrei, abracei e não pretendo abandonar jamais. Além de tudo, sempre tive o sonho de me formar em uma Federal, e essa é a minha chance!

Então, vamos lá, vamos embora para estudar!

Abraço!

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Entenda o Bullying

 

Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesabully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. “Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo”, diz Aramis Lopes Neto, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O professor pode identificar os atores do bullying: autores, espectadores e alvos. Claro que existem as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. Mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. “Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?”, orienta o pediatra Lauro Monteiro Filho.

Veja os conselhos dos especialistas Cléo Fante e José Augusto Pedra, autores do livro Bullying Escolar (132 págs., Ed. Artmed, tel; 0800 703 3444):

– Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito;

– Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos;

– Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

Fonte: Revista Nova Escola – http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml

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TIC e o processo de construção do conhecimento no ambiente escolar

Atualmente e principalmente em decorrência do advento das Tecnologias da Informação e Comunicação, o professor dispõe de diversos recursos que contribuem para atrair e envolver o aluno em aulas mais dinâmicas e proveitosas, adequando o conteúdo ao público estudantil com que ele trabalha. Além disso, o professor conta com uma infinidade de alternativas didático-pedagógicas, tais como os gêneros textuais (notícias, poesias, charges etc.), filmes e jogos pedagógicos.

Contudo, o uso dessas ferramentas deve ser coerente e alinhado com o projeto político pedagógico da escola, e ser viável e relevante dentro da disciplina, servindo para facilitar/potencializar a aprendizagem dos alunos. O uso das TIC deve ser realizado e orientado com responsabilidade. O espaço virtual é muito abrangente e infelizmente existem vários conteúdos inapropriados para as crianças e adolescentes.

O educador tem que imaginar em quais aspectos o uso dessas ferramentas irá contribuir na aprendizagem dos seus alunos e a forma como essa aproximação com eles será feita. Ele deve pensar quais serão os níveis de dificuldade enfrentados pela turma e também por cada indivíduo. O acompanhamento é fundamental para medir a ambientação dos alunos e os resultados obtidos com a prática tecnológica.

Acredito que o uso desses recursos fazem parte das novas metodologias que podem ser empregadas na escola para facilitar a aquisição dos conhecimentos e também para proporcionar um espaço de interação social e que para os alunos possam produzir seus próprios textos e compartilharem uns com os outros.

Indico a todos os educadores o uso dessas ferramentas, pois tenho a plena consciência que os nossos alunos de hoje necessitam conhecer e dominar as competências tecnológicas e os ambientais virtuais, pois além de se estabelecerem como alunos “antenados” e mais informados, estão se qualificando para um mercado de trabalho mais exigente de informação e conhecimento do que nunca. Por ter vivenciado várias experiências positivas enquanto aluna lançando mão das TIC, penso que como professora também irei introduzi-las a partir de uma didática eficaz e nivelada com a atividade que os alunos irão desenvolver.

O educador tem o papel primordial de mediar o acesso do aluno a esses recursos e estimulá-lo a construir seu próprio conhecimento mais direcionado e focado em uma aprendizagem dinâmica e atualizada continuamente.

O educador possui como missão junto ao aluno, de contribuir para a construção intelectual e pessoal, inspirando-o e influenciando-o positivamente através do reforço de comportamentos, valores e atitudes socialmente aceitáveis e relevantes, de forma que futuramente ele se torne também um indivíduo com postura crítica e ativa dentro da comunidade.

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Os desafios da EaD

Encontrei um vídeo muito interessante sobre a educação a distância. Nele é retratada as experiências de diversas pessoas que estão atuando dentro dessa nova modalidade de ensino, as diferenças, vantagens e desvantagens comparadas com o modelo de ensino presencial. Vale a pena assistir!

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Por que o Curso de Letras?

 

Para mim, brincar com as letras sempre foi um passatempo…

Desde criança sempre gostei de fazer acrósticos, poemas, escrever cartas e até bolar algumas letras de músicas.

A área de humanas sempre foi o meu forte, e aos 13 anos já havia definido que queria fazer Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda.

Os anos se passaram e consegui concluir meu sonho. Estudando Comunicação, logo  no início comecei a trabalhar em uma revista. Uma de minhas funções era a revisão de textos, e já nas primeiras correções peguei um grande gosto pela coisa.

Naquele momento idealizei: faria uma especialização em Revisão de Textos.

O tempo passou e ao me formar, descobri que a referida especialização não era mais ofertada na faculdade em que me graduei.

Nesse meio tempo também mudei de emprego, fui trabalhar no Polo UAB de Ipatinga, como secretária e meses depois fui informada de que ofereceriámos o curso de Licenciatura em Letras, pela UnB (Universidade de Brasília).

Nâo pensei duas vezes e prestei o vestibular. Passei e hoje estou aqui, já caminhando para o segundo período.

Tenho muitas perspectivas em relação ao curso, e outras áreas de atuação se abriram para mim. Já me imagino como professora e inclusive venho treinando isso, com outro trabalho que exerço como tutora.

Penso que a educação é uma área muito promissora e que nos próximos anos irá crescer ainda mais.

Sei que para o professor, os desafios ainda são muito grandes e que existe uma necessidade latente de valorização desse profissional. Porém, também enxergo a profissão como uma vocação e penso que o fato de podermos contribuir de alguma forma na transformação e evolução de um sociedade é algo encantador.

Torço para que eu e todos os demais colegas do curso possam chegar até o final dessa caminhada e conquistarmos mais uma vitória!

Um abraço a todos!

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